Categoria: E-commerce e Varejo Digital

  • Como a autonomia do cliente revoluciona o engajamento em marketing

    Como a autonomia do cliente revoluciona o engajamento em marketing

    Quando o engajamento oferece verdadeira autonomia ao cliente

    No cenário atual do marketing digital, observa-se uma mudança significativa no comportamento dos consumidores. Cada vez mais, eles escolhem se distanciar das notificações incessantes das marcas, mas continuam a utilizar seus produtos. Essa atitude evidencia uma transformação no relacionamento: do marketing invasivo para o marketing que respeita e libera o cliente, oferecendo experiências que se ajustam ao seu dia a dia.

    Durante longo tempo, o entendimento popular era de que engajamento significava aumentar a presença da marca por meio de múltiplas campanhas e interações constantes. Contudo, o consumidor moderno valoriza o respeito ao seu tempo e preferências, esperando que as marcas entreguem conteúdos relevantes, personalizados e não intrusivos.

    Personalização e relevância: pilares fundamentais para o novo marketing

    Essa mudança pode ser claramente observada pela experiência da Livelo, que reavaliou seu programa de recompensas para ir além da simples recompensa por transação e focar em jornadas interativas personalizadas. Segundo estudo da McKinsey, 71% dos consumidores buscam personalização e 76% se sentem frustrados quando ela não ocorre.

    Além disso, dados mostram que empresas com estratégias de personalização completas tendem a crescer até 40% mais que aquelas que mantêm uma comunicação genérica. Isso ressalta que o verdadeiro engajamento é fruto da compreensão do contexto individual do cliente e da oferta de interações pertinentes.

    Na prática, o diferencial está em oferecer ao cliente o benefício correto no momento oportuno. Por exemplo, enviar uma oferta relevante e personalizada na sexta-feira à tarde, quando o consumidor está planejando uma compra, ao invés de um e-mail genérico na segunda pela manhã, maximiza a eficácia da comunicação e transforma o marketing em um serviço útil.

    Resultados concretos e a evolução no relacionamento com o cliente

    As estratégias personalizadas da Livelo refletem-se em números: mais de 68% dos clientes navegaram conectados nos canais digitais da empresa, e mais de 70% apresentaram engajamento efetivo entre janeiro e outubro de 2025. Isso foi alcançado por meio de campanhas de conscientização e comunicação integrada ao ciclo de vida do cliente.

    Investimentos em gamificação e segmentação avançada, com mais de 380 segmentações personalizadas, alavancam esse desempenho, conectando tecnologia e inteligência para garantir relevância sem se tornar intrusivo.

    O impacto é visível na taxa de conversão, que vem crescendo em função da otimização contínua das jornadas do cliente com base em testes e aprendizados. Além disso, os métodos que integram benefícios ao cotidiano através de parcerias e facilidades de uso ampliam o valor percebido e fortalecem o engajamento.

    Conforme apontam estudos da PwC e Zendesk, o sucesso do engajamento depende da consistência e da qualidade da experiência. Enquanto 32% dos consumidores abandonam uma marca após uma única experiência ruim, 73% reconhecem que o engajamento é um ativo delicado e que deve ser cultivado com cuidado para evitar atritos.

    Assim, o futuro do marketing e da fidelização caminha rumo a uma personalização responsável, onde autonomia e facilidade de uso são centrais para garantir a permanência e satisfação do cliente.

    O mercado que adota essa visão não apenas melhora o relacionamento, mas constrói vínculos sólidos e duradouros com seus consumidores, fortalecendo a relevância e competitividade das marcas.

    Fontes e Referências

    • McKinsey & Company: Pesquisa sobre personalização do consumidor
    • PwC: Impacto das experiências positivas no comportamento do consumidor
    • Zendesk: Relatório sobre engajamento e fidelidade do cliente
    • Relatos da Livelo sobre estratégias de engajamento e personalização
  • Quebra de Patentes das Canetas Emagrecedoras: Impactos no Varejo Farmacêutico 2026

    Quebra de Patentes das Canetas Emagrecedoras: Impactos no Varejo Farmacêutico 2026

    O Despertar das Canetas Emagrecedoras no Varejo Farmacêutico

    Nos últimos anos, as canetas emagrecedoras, medicamentos à base dos agonistas do receptor GLP-1, vêm ganhando espaço significativo no segmento de saúde e bem-estar, especialmente no e-commerce farmacêutico. Utilizados no tratamento de diabetes e obesidade, esses produtos chamam a atenção não apenas pelo potencial terapêutico, mas também pelo mercado promissor que vêm gerando.

    Com a aproximação de um importante marco em 2026 — a quebra das patentes que garantem exclusividade a medicamentos como Ozempic e Mounjaro — o varejo farmacêutico brasileiro se prepara para uma nova etapa, com expectativas de maior acessibilidade e vendas ampliadas. No entanto, essa transformação traz consigo desafios regulatórios e estratégicos que merecem destaque.

    Transformações e Desafios com a Expiração das Patentes

    A principal transformação prevista para o próximo ano no mercado farmacêutico está relacionada ao fim da proteção patentária da semaglutida, ingrediente ativo de medicamentos populares para emagrecimento. Segundo relatórios do IQVIA Institute, essa expiração permite a entrada gradual de versões genéricas e biossimilares, embora patentes secundárias ainda possam limitar a concorrência por alguns anos.

    No cenário brasileiro, executivos do setor já sinalizam movimentações para antecipar lançamentos concorrentes e estratégias de produção local, visando capturar uma fatia expressiva desse mercado bilionário. A ampliação da oferta pode favorecer uma queda nos preços, ainda que gradual, ampliando o acesso a uma parcela maior da população.

    Contexto e Perspectivas no Mercado Nacional

    Dados compartilhados por associações do varejo farmacêutico indicam que, embora as canetas emagrecedoras ainda representem uma fatia pequena em algumas redes, elas têm impulsionado recentemente o crescimento do setor. As vendas desse segmento refletem uma combinação de crescimento robusto e inovações no portfólio de medicamentos.

    A expectativa é que, com o aumento da oferta e maior competitividade, o mercado tenha um desempenho mais vigoroso, em especial nas redes associativistas e e-commerce de farmácias. Contudo, a aproximação do chamado “patent cliff” exige atenção para considerações regulatórias sobre prescrição e comercialização nos canais digitais.

    Impactos Econômicos e Estratégias das Indústrias

    O potencial econômico da chegada dos genéricos e biossimilares para canetas emagrecedoras no Brasil é considerável, estimado em até R$ 20 bilhões para o varejo farmacêutico. Atualmente, o preço elevado desses medicamentos limita o acesso de uma parcela restrita da população, abrindo espaço para maior inclusão com a redução dos custos.

    Globalmente, fabricantes de países como Índia e China se preparam para lançar versões concorrentes postas as patentes locais expirarem, o que deve intensificar a competitividade internacional. Internamente, as principais empresas do setor já direcionam investimentos para o desenvolvimento de novas moléculas que mantenham a relevância mesmo diante da perda gradual da exclusividade.

    Considerações Finais

    A quebra das patentes das canetas emagrecedoras marca um ponto de inflexão para o varejo farmacêutico brasileiro. Além de ampliar o acesso a tratamentos, a novidade traz desafios regulatórios e competitivos que demandam adaptações estratégicas do setor. O equilíbrio entre oferta, preço e controle regulatório será fundamental para garantir o sucesso desse novo ciclo.

    Com o mercado em transformação, a previsão é que o setor farmacêutico digital continue a se destacar, atendendo à crescente demanda por métodos eficazes e acessíveis para o tratamento de obesidade e outras condições correlatas.

    Fontes e Referências

  • Como o Engajamento que Liberta Aumenta a Autonomia do Cliente em 2025

    Como o Engajamento que Liberta Aumenta a Autonomia do Cliente em 2025

    O Valor do Engajamento que Respeita o Consumidor

    Em um cenário cada vez mais conectado, notamos uma mudança importante no comportamento dos clientes. Eles estão cancelando notificações incessantes, mas continuam utilizando os produtos e serviços, sinalizando que o verdadeiro engajamento vai além da simples insistência. Hoje, é fundamental que as marcas construam uma comunicação que respeite o tempo e a rotina do consumidor, promovendo experiências que encaixem naturalmente em seu dia a dia.

    Essa nova dinâmica desafia o marketing tradicional, que por anos assumiu que aumentar a frequência de contato era sinônimo de maior engajamento. Pelo contrário, o público atual espera personalização e relevância, valorizando a autonomia e a liberdade para controlar suas interações com as marcas.

    Transformando Estratégias com Personalização Inteligente

    Um exemplo claro dessa transformação pode ser observado no mercado brasileiro, com o programa de recompensas da Livelo. A empresa percebeu que não bastava apenas recompensar transações, mas sim desenvolver jornadas personalizadas que criassem um vínculo real com o cliente. Investimentos em conteúdo relevante e segmentações precisas aumentaram significativamente o acesso dos usuários aos canais digitais da marca, promovendo uma navegação engajada e contínua.

    De acordo com estudos recentes da McKinsey, 71% dos consumidores esperam que as interações sejam personalizadas, enquanto 76% ficam frustrados quando essa expectativa não é atendida. Além disso, organizações que dominam a personalização completa experimentam crescimento de até 40%, evidenciando que o diferencial está na capacidade de entender e agir conforme o contexto individual.

    O Futuro da Fidelização e do Marketing de Relevância

    Enquanto as alternativas de mercado crescem e a competição fica mais acirrada, a consistência na experiência do cliente é decisiva. Plataformas digitais que oferecem usabilidade intuitiva e clareza nos benefícios conquistam maior retenção. A Livelo, por sua vez, adotou mais de 380 segmentações para fornecer comunicação estratégica e recomendações baseadas em modelos estatísticos avançados.

    Essa abordagem inteligente não utiliza a tecnologia pelo simples uso, mas com propósito claro: entregar valor e conveniência ao consumidor. Parcerias com varejistas, facilidades no uso de pontos e integração com meios de pagamento instantâneos são exemplos de soluções que consolidam essa estratégia.

    Marcas que insistem em estimular seus públicos via comunicação invasiva tendem a perder relevância. Já aquelas que priorizam simplicidade, personalização responsável e autonomia conquistam relacionamentos duradouros e valorizados. O engajamento verdadeiro se sustenta na oferta de uma experiência com valor real e no controle do cliente sobre suas escolhas.

    Assim, o mercado brasileiro caminha para um momento em que a fidelização deixará de ser motivada pela saturação de estímulos e passará a ser resultado da combinação entre personalização e experiência fluida. Esse é o caminho para as empresas que desejam construir vínculos autenticamente eficazes.

    Fontes e Referências

  • Shopify anuncia taxa extra para vendas via ChatGPT em 2026

    Shopify anuncia taxa extra para vendas via ChatGPT em 2026

    Shopify e a cobrança de taxa adicional para vendas com IA

    A Shopify passará a permitir que lojistas realizem vendas através de chatbots com inteligência artificial, como o ChatGPT, a partir de janeiro de 2026. Essa inovação promete facilitar a experiência de compra dos consumidores, integrando produtos diretamente às conversas com IA. No entanto, lojistas que optarem por utilizar o sistema de finalização de compra via ChatGPT pagarão uma taxa adicional de 4% sobre cada venda, somada às taxas já existentes na plataforma.

    Essa medida foi divulgada em relatório publicado pelo The Information e representa uma atualização importante na estratégia da Shopify para integrar inteligência artificial e comércio eletrônico diretamente nas experiências de compra.

    Como funciona essa nova cobrança e as opções para lojistas

    A cobrança de taxa extra será aplicada apenas às transações feitas pelo checkout integrado ao ChatGPT da OpenAI. Outros chatbots concorrentes, como AI Mode, Google Gemini e Microsoft Copilot, por enquanto, não terão essa tarifa adicional. A Shopify iniciará a disponibilização dessa funcionalidade a partir do dia 26 de janeiro de 2026, como parte de um programa lançado no final de 2025 para compartilhar dados e ampliar a presença dos produtos dos lojistas em plataformas de IA.

    Os lojistas poderão escolher em quais canais e plataformas desejam disponibilizar seus produtos, ativando ou desativando individualmente cada integração. Isso significa que, mesmo se não autorizarem vendas diretas via ChatGPT, os produtos ainda podem aparecer nas respostas geradas por sistemas de IA, acompanhados de links para as lojas dos comerciantes.

    Implicações para lojistas e o mercado de e-commerce no Brasil

    Essa estratégia da Shopify reflete a crescente importância das tecnologias de inteligência artificial no comércio digital brasileiro e global. A cobrança diferenciada pode impactar a escolha dos lojistas quanto às plataformas que usarão para atingir consumidores via IA, principalmente considerando o custo extra da taxa de 4% nas vendas via ChatGPT.

    Para adaptar-se a essa nova realidade, lojistas e empreendedores brasileiros devem avaliar cuidadosamente o custo-benefício dessas integrações, considerando a crescente influência das experiências conversacionais no processo de compra online. Além disso, a possibilidade de bloquear produtos nas respostas dos sistemas de IA ou restringir a indexação nos mecanismos de busca pode ser uma opção para quem deseja controlar ainda mais sua exposição digital.

    Esse movimento acompanha iniciativas semelhantes da OpenAI que lançaram recursos como o Instant Checkout, que permite finalizar compras diretamente no chat, sem redirecionamento para sites externos, aprimorando a fluidez das vendas pela internet.

    Segundo relatórios da própria Shopify, o uso da inteligência artificial vem ampliando consideravelmente o tráfego e as vendas em lojas que já adotaram essas tecnologias, evidenciando uma tendência que deve crescer no mercado brasileiro nos próximos anos.

    Fontes e Referências

  • Investimento de R$ 1 Bilhão em Inteligência Artificial no Setor Farmacêutico

    Investimento de R$ 1 Bilhão em Inteligência Artificial no Setor Farmacêutico

    O impulso da inteligência artificial no setor farmacêutico brasileiro

    O mercado nacional de farmácias e drogarias está diante de uma transformação tecnológica significativa, impulsionada pela adoção crescente de inteligência artificial (IA). Projeções recentes indicam que o setor destinará cerca de R$ 1 bilhão em investimentos relacionados a IA nos próximos dez anos, destacando a relevância dessa tecnologia como elemento central para modernizar operações e aprimorar serviços.

    Este movimento acompanha a necessidade de otimizar processos diante da expansão acelerada do segmento, fortalecendo o papel das farmácias como centros de saúde além da simples comercialização de medicamentos.

    Tendências na operação e o surgimento dos hubs de saúde

    A grande frequência de atendimentos em farmácias reforça seu protagonismo no varejo nacional, incentivando a evolução para hubs de saúde. Neste novo modelo, os estabelecimentos oferecem serviços complementares, como orientações farmacêuticas e exames rápidos, utilizando IA para simplificar a experiência do consumidor.

    Além de minimizar obstáculos na jornada de compra, a tecnologia permite que o controle de sortimento seja mais eficiente, diferenciando o canal farmacêutico dos concorrentes, especialmente em categorias específicas de higiene e beleza.

    O histórico dos pacientes passa a ser monitorado digitalmente, favorecendo uma atenção primária mais integrada e eficaz, reforçando o potencial transformador da digitalização documental e operacional.

    Desafios regulatórios e a necessidade de integração ao sistema de saúde

    O avanço para o modelo de hubs de saúde envolve superar desafios legais e regulamentares para uma maior conexão com redes públicas e privadas. O setor destaca que a extensa capilaridade das farmácias representa um recurso subaproveitado no sistema nacional de saúde.

    Embora grandes redes farmacêuticas estejam adotando tecnologias sofisticadas com maior rapidez, pequenas empresas enfrentam dificuldades para acompanhar o ritmo devido a custos elevados de infraestrutura e treinamento técnico.

    Outro ponto delicado é a comercialização digital de medicamentos por meio de marketplaces. A ausência de controle rigoroso ameaça a segurança dos consumidores, especialmente quanto à venda de produtos sem registro sanitário, o que reforça a necessidade de regras claras para esses canais e maior fiscalização.

    Perspectivas futuras e eventos para debate do setor

    As tendências e investimentos discutidos definirão o futuro do varejo farmacêutico no Brasil. A Conferência Saúde e Farma 2026, realizada pelo E-commerce Brasil, reunirá líderes para debater inovação, regulamentação e as implicações da transformação digital prevista para o segmento.

    O evento acontecerá em São Paulo, no Hotel Unique, no dia 4 de fevereiro, e promete ser o principal espaço para moldar estratégias e fortalecer a competitividade do setor em um ambiente cada vez mais digitalizado.

    Fontes e Referências

  • Como a Reforma Tributária Impacta as PMEs Brasileiras: Guia Atualizado 2026

    Como a Reforma Tributária Impacta as PMEs Brasileiras: Guia Atualizado 2026

    Reforma Tributária e o Novo Cenário para PMEs no Brasil

    As micro e pequenas empresas nacionais, incluindo os Microempreendedores Individuais (MEIs), desempenham papel essencial na economia brasileira, gerando mais de R$ 700 bilhões anualmente, conforme dados de 2024 do Sebrae. Com a recente aprovação do PLP 108/2024, que implementa a substituição gradual dos tributos tradicionais pelos modelos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), essas organizações enfrentam mudanças profundas em sua rotina fiscal, contábil e operacional.

    Mais do que apenas uma alteração tributária, essa transição exige adaptações rápidas e estratégicas para garantir a conformidade e sustentabilidade financeira das PMEs. A transformação implica repensar processos internos, atualizar sistemas de gestão e estar preparado para novas obrigações legais e fiscais.

    Principais Ajustes Necessários para a Adaptação das PMEs

    O modelo IBS e CBS visa simplificar o sistema tributário sobre o consumo, mas traz implicações práticas significativas para pequenos negócios. Entre as recomendações para enfrentar esses desafios, destaca-se a reorganização do controle fiscal e contábil, fundamental para assegurar maior precisão na integração e cruzamento das informações.

    Para empresas que ainda utilizam processos manuais, a necessidade de atualizar plataformas digitais se mostra crucial. Sistemas integrados que conectam vendas, estoque, financeiro e emissão fiscal são ferramentas indispensáveis para reduzir erros operacionais e garantir a aderência às novas alíquotas e obrigações acessórias impostas pela reforma.

    Revisão dos Processos e Sistemas Internos

    Um ponto destacado por especialistas da área é a importância de revisar e modernizar o controle interno. Automatizar a emissão de notas fiscais, atualizar cadastros de produtos e serviços, e centralizar relatórios contábeis são medidas que podem amenizar a complexidade da transição.

    Planejamento Financeiro Estratégico

    Além das mudanças operacionais, o novo cenário tributário influencia diretamente a saúde financeira das empresas. Margens de lucro e custos podem sofrer variações relevantes. Assim, realizar simulações de cenários futuros, antecipar reajustes nos preços e revisar contratos tornam-se práticas essenciais para preservar a rentabilidade.

    Capacitação e Oportunidades de Modernização

    Capacitar as equipes responsáveis pelas áreas fiscal, contábil, financeira e tecnológica ganha destaque como um fator decisivo. A atualização de conhecimentos e o alinhamento dos processos internos são fundamentais para garantir a precisão e o cumprimento das exigências legais.

    Mais do que um desafio, especialistas veem a reforma tributária como um momento oportuno para que as PMEs acelerem seus processos de digitalização e integração. Com maior controle e menor risco operacional, esses negócios podem consolidar bases sólidas para crescimento sustentável nos próximos anos.

    De acordo com profissionais do setor, a modernização acelerada auxilia não apenas na conformidade, mas também no fortalecimento competitivo das pequenas empresas no mercado brasileiro.

    Referências e Fontes

    • Levantamento Sebrae 2024 sobre PMEs no Brasil
    • PLP 108/2024 – Reforma Tributária no Senado Federal
    • Especialistas em gestão fiscal e empresarial, como Reginaldo Stocco, CEO da vhsys
    • Portal E-Commerce Brasil (https://www.ecommercebrasil.com.br)
  • Como a Veste S.A. Otimizou Vendas no WhatsApp com Inteligência Artificial

    Como a Veste S.A. Otimizou Vendas no WhatsApp com Inteligência Artificial

    Veste S.A. fortalece vendas via WhatsApp com agente de IA

    A Veste S.A., conglomerado brasileiro de moda premium, consolidou o WhatsApp como canal relevante para vendas e atendimento ao cliente. A transformação ocorreu com a implementação do Whizz, agente de inteligência artificial da OmniChat, plataforma especializada em soluções chat commerce e parceira oficial do WhatsApp Business.

    A estratégia nasceu da necessidade de escalar o atendimento digital mantendo o cuidado e a identidade das marcas Le Lis, Dudalina, John John, Bo.Bô e Individual, presentes em suas 175 lojas físicas e diversas multimarcas espalhadas pelo país.

    Desafios na coordenação do atendimento digital e padronização

    Antes do Whizz, o WhatsApp era gerenciado separadamente por cada loja, resultando em processos descentralizados, baixa visibilidade dos dados e métricas pouco eficientes. Com um tempo médio de espera acima de cinco minutos, a taxa de conversão das interações digitalizadas despencava de 15% para cerca de 2%.

    Pedro Corrêa, diretor de Tecnologia, CRM e E-commerce da empresa, destacou como principal desafio a criação de um canal rápido e escalável, preservando o alinhamento ao posicionamento exclusivo de cada marca. O agente de IA permitiu organizar e padronizar o atendimento, além de garantir a manutenção do tom de voz das marcas.

    Resultados com automação e integração omnichannel

    O Whizz oferece atendimento 24/7, com suporte para milhares de interações simultâneas. Integrado à plataforma VTEX, conecta o comércio eletrônico e o varejo físico, criando uma jornada unificada e fluida para o consumidor.

    Entre os meses de janeiro e março de 2025, a marca John John recebeu mais de 1.600 interações via WhatsApp, alcançando taxa média de conversão de 26%, índice significativamente superior à fase prévia.

    Nas operações da Dudalina, houve redução de 20% nos atendimentos manuais, enquanto a produtividade da equipe aumentou entre 30% e 40%. Além disso, a satisfação dos clientes melhorou 5% durante o mesmo período.

    Automação inteligente para eficiência operacional

    Os agentes conversacionais do Whizz respondem dúvidas frequentes, enviam notas fiscais automaticamente e atualizam clientes sobre o status de pedidos. Isso liberou os vendedores para focar em atendimentos que exigem maior valor estratégico.

    Outra iniciativa eficaz é a recuperação de carrinhos abandonados via WhatsApp. Na John John, essa estratégia superou o desempenho do e-mail marketing, com aumento de 8% na taxa de abertura e crescimento de 15% na conversão, recuperando receita valiosa no último trimestre de 2024.

    Perspectivas para o varejo digital e expansão futura

    Após um ano operando com o Whizz, a Veste S.A. registrou 40% de crescimento na capacidade de atendimento escalável, elevação de 200% na satisfação dos consumidores e total automação de vendas em marcas-chave.

    Risoneide Silva, gerente de Operações e Relacionamento, reforça que manter o tom e a identidade únicos de cada marca foi crucial para aprimorar a experiência do cliente e alavancar resultados.

    Mauricio Trezub, CEO da OmniChat, destaca que o exemplo da Veste S.A. evidencia o valor da inteligência artificial aplicada de forma estratégica, combinando dados, automação responsável e comunicação humanizada para o futuro do varejo digital.

    Fontes e Referências

  • Como a captação de R$ 8 bilhões pelos Correios pode transformar a logística brasileira

    Como a captação de R$ 8 bilhões pelos Correios pode transformar a logística brasileira

    Correios buscam R$ 8 bilhões para avançar no plano de reestruturação

    Os Correios estão em fase de levantamento de aproximadamente R$ 8 bilhões adicionais para dar continuidade ao seu processo de reestruturação. A iniciativa visa evitar pressão financeira nos meses seguintes e pode envolver a contratação de um novo empréstimo ou aporte direto da União. Essa movimentação ocorre logo após a estatal ter fechado um financiamento de R$ 12 bilhões com um consórcio formado por grandes bancos brasileiros.

    O contrato do último financiamento prevê prazo de 15 anos, com carência de três anos, e juros de 115% do CDI, abaixo do teto adotado pelo Tesouro Nacional para operações garantidas pela União. Segundo o plano, o aporte total necessário para reestruturação pode chegar a R$ 20 bilhões, com metas claras de redução do déficit operacional, equilíbrio financeiro em 2026 e retorno à lucratividade em 2027.

    Medidas para garantir a sustentabilidade operacional

    Além da captação financeira, os Correios estão implementando mudanças operacionais para conter custos. Uma das ações previstas é o Programa de Demissão Voluntária (PDV), com expectativa de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027. Essa iniciativa está alinhada à necessidade de readequação da força de trabalho para melhorar a eficiência.

    Outro desafio importante para a estatal é o serviço postal universal, que exige atendimento em todo o território nacional e gerou um custo estimado de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre de 2025, contribuindo para o déficit financeiro. Nesse contexto, a companhia busca equilibrar as obrigações legais com a sustentabilidade econômica do negócio.

    Estratégias de longo prazo e o impacto para o e-commerce e logística no Brasil

    O debate interno dos Correios inclui também alternativas estruturais para reduzir a dependência de financiamentos e aportes governamentais recorrentes. Entre as soluções discutidas, estão a venda de ativos, ajustes na rede logística e a implementação de iniciativas para ampliar as receitas, visando um redesenho do modelo de negócios da empresa.

    Para o setor de e-commerce e a logística brasileira, essas mudanças representam potencial para maior eficiência na entrega e serviços aprimorados. A ampliação de pontos de coleta e a reorganização da operação atendem a uma demanda crescente do comércio digital, que exige soluções rápidas e confiáveis.

    Enquanto a reestruturação avança, o mercado acompanha atentamente essas medidas, que terão impacto direto na experiência do consumidor e na competitividade do varejo digital nacional.

    Fontes e Referências

  • Chat Commerce e IA: Transformando o Pós-Vendas no Varejo Digital em 2026

    Chat Commerce e IA: Transformando o Pós-Vendas no Varejo Digital em 2026

    Chat Commerce e IA Impulsionam o Pós-Vendas no Varejo Brasileiro

    O início do ano representa um período desafiador para o setor varejista nacional, especialmente após um fim de ano intenso, marcado por grandes eventos como a Black Friday e o Natal. Janeiro exige que as empresas lidem com um volume significativo de demandas no pós-vendas, incluindo trocas, devoluções, dúvidas sobre entregas e garantias, que concentram a maior parte das interações dos consumidores.

    Esse cenário pressiona os canais tradicionais de atendimento e pode impactar diretamente a experiência do cliente. Para superar essas barreiras, o uso de chat commerce apoiado por inteligência artificial tem se destacado como uma estratégia eficaz para manter a qualidade no pós-vendas ao mesmo tempo que aumenta a eficiência operacional.

    Estratégias para Sucesso no Pós-Vendas com Chat Commerce

    De acordo com dados da OmniChat, plataforma especializada em comunicação conversacional, empresas que utilizam o WhatsApp como ferramenta estruturada no pós-vendas apresentam menos atritos e conseguem acelerar a resolução de problemas, convertendo o suporte em oportunidades para relacionamento e recompra.

    Uma análise do CEO da OmniChat destaca que tratar janeiro como período ativo da jornada do cliente, e não como desaceleração, é essencial para a retenção e fidelização. O pós-vendas é um momento crítico, pois pode influenciar fortemente indicadores importantes como recompra, NPS e percepção da marca.

    Automação e Personalização em Evidência

    • Automação de dúvidas recorrentes e processos de troca: Questões frequentes sobre prazos de entrega, política de trocas, status de pedidos e garantias são tratadas com fluxos automatizados, reduzindo a sobrecarga dos atendentes humanos.
    • Personalização nas interações: Uso de dados históricos e perfis para oferecer respostas mais contextualizadas, aumentando a percepção de cuidado mesmo em processos delicados, como devoluções.

    Integração e Fidelização

    • Jornadas conversacionais integradas ao e-commerce: A conexão direta entre WhatsApp e sistemas de pedidos permite resolver demandas sem redirecionamentos, diminuindo atritos.
    • Uso do pós-vendas para fidelização: Comunicação proativa e transparente transforma possíveis experiências negativas em oportunidades para fortalecer o relacionamento e fomentar novas compras.

    O Papel da IA no Aperfeiçoamento do Pós-Vendas

    Com a crescente complexidade das interações digitais, a inteligência artificial é fundamental para escalar operações no pós-vendas. Ferramentas que facilitam a criação de agentes conversacionais, alinhados ao tom de voz e objetivos da empresa, ajudam a automatizar processos e mantêm a qualidade do atendimento mesmo sob alta demanda.

    Além disso, a IA permite um equilíbrio entre automação e linguagem humanizada, essencial para atender consumidores cada vez mais exigentes. A adoção dessas tecnologias posiciona as marcas para consolidar a confiança do cliente e preparar o terreno para ciclos de venda futuros ao longo do ano.

    Em resumo, janeiro não é mais apenas um mês de ajustes. Ele representa uma fase estratégica para o varejo digital brasileiro, na qual chat commerce e IA se tornam aliados indispensáveis para manter e ampliar o sucesso comercial.

    Fontes e Referências

  • Como Amazon e Walmart Divergem na Adoção de IA no E-commerce em 2026

    Como Amazon e Walmart Divergem na Adoção de IA no E-commerce em 2026

    Caminhos distintos de Amazon e Walmart na inteligência artificial

    O avanço da inteligência artificial (IA) tem transformado significativamente a experiência de compra no comércio eletrônico. Grandes varejistas globais vêm adotando estratégias diferentes para integrar assistentes virtuais e agentes de IA em suas plataformas, o que impacta diretamente a jornada do consumidor. No Brasil, refletir sobre esses movimentos contribui para entender tendências e preparar-se para o futuro do varejo digital.

    Enquanto a Amazon opta por concentrar a experiência de compra dentro do seu ambiente proprietário, fortalecendo a fidelização e o controle de dados, o Walmart se posiciona adotando uma presença ampla em assistentes externos, buscando ampliar sua visibilidade e acessibilidade. Essas estratégias contrastantes ilustram os desafios e oportunidades na implementação da IA no setor.

    Walmart aposta na distribuição ampla e integração com assistentes externos

    O Walmart desenvolve uma abordagem focada em ampliar seus pontos de contato com o consumidor usando agentes de IA. Dentro do próprio aplicativo, conta com o Sparky, assistente inteligente que ajuda clientes a comparar produtos e entender avaliações.

    Além disso, firmou parceria com a Google para utilização do Gemini, uma IA que integra o portfólio Walmart diretamente em conversas mediadas por inteligência artificial. Essa iniciativa permite que o cliente finalize compras fora do app, ampliando a presença da marca em múltiplos canais.

    Essa estratégia visa capturar maior volume ao tornar o varejista acessível em diferentes plataformas de IA. Contudo, há o risco de que o papel do Walmart se torne apenas um backend para a inteligência artificial, reduzindo sua influência direta na experiência final do consumidor.

    Amazon mantém controle total da jornada do consumidor com IA interna

    Ao contrário, a Amazon concentra sua tecnologia dentro do seu próprio ecossistema por meio do Rufus, assistente de IA que guia o consumidor durante a navegação no site e no aplicativo. Essa ferramenta já demonstra resultados, com usuários apresentando 60% mais chance de concluir compras.

    Com potencial para gerar mais de US$ 10 bilhões em vendas anuais, o Rufus fortalece dados estratégicos da empresa, como o comportamento de busca, a fidelidade ao programa Prime e sua mídia própria. A Amazon aposta no engajamento do cliente com um assistente exclusivo, mesmo com o cenário de múltiplas opções de IA disponíveis no mercado.

    Desafios e perspectivas para outros varejistas

    Para grande parte dos varejistas, desenvolver soluções próprias de IA no porte da Amazon ou Walmart é inviável. Em geral, adotam uma postura intermediária, tratando os agentes de IA como uma camada adicional de distribuição, assim como ocorreu com buscadores e marketplaces.

    Segundo análise do eMarketer, o foco para esses players está em garantir dados padronizados, logística eficiente e APIs abertas para facilitar integração com assistentes. Dessa forma, conseguem maior exposição nas recomendações feitas por ferramentas de IA, independentemente do sistema utilizado pelo consumidor.

    Essa abordagem, entretanto, diminui o espaço para construção narrativa da marca, já que as decisões automatizadas priorizam critérios objetivos, como preço e prazo de entrega. Para manter diferenciação, é crucial investir em atributos exclusivos, programas de fidelização e expertise especializada que a IA não substitui facilmente.

    Impactos no mercado brasileiro e tendências futuras

    No Brasil, é evidente a aceleração da implementação da IA no setor de e-commerce, refletindo tendências globais. As empresas que melhor se adaptarem a essa transformação digital, adotando estratégias que equilibram automação e construção de marca, estarão mais bem posicionadas para crescer e inovar.

    Assim, acompanhar as movimentações da Amazon e Walmart oferece insights valiosos para varejistas brasileiros, que precisam encontrar seu caminho entre o controle total da experiência e a ampliação dos canais via agentes externos.

    Fontes e Referências