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  • Como a Inteligência Artificial Transforma a Liderança em Marketing: Guia 2025

    Como a Inteligência Artificial Transforma a Liderança em Marketing: Guia 2025

    Inteligência Artificial como Pilar da Liderança em Marketing

    A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa distante para se tornar a base que redefine o marketing atual. Em um mercado cada vez mais focado na personalização e na relevância das interações, os líderes de marketing enfrentam o desafio de incorporar a IA estrategicamente para fortalecer a conexão humana, indo além da simples automação.

    Grandes empresas, como a Alelo, que lidam com milhões de clientes e negócios, utilizam a inteligência artificial para traduzir dados consumidores em ações estratégicas eficazes. Nesse contexto, a liderança consiste em direcionar a equipe para transformar a IA em um ativo valioso de relacionamento, e não meramente em uma ferramenta operacional.

    A Personalização em Escala e o Poder da IA no Marketing

    Historicamente, o marketing trabalhava com segmentações amplas para alcançar o público-alvo. Agora, a IA possibilita o ideal do “marketing um a um”, ampliando a precisão e rapidez na entrega de mensagens.

    Inovar com IA significa ir além dos chatbots para responder perguntas frequentes. Trata-se de usar dados para entender o contexto emocional e situacional do consumidor. Algumas aplicações impactantes incluem:

    • Antecipação de Necessidades: modelos preditivos que identificam produtos e serviços necessários antes mesmo da percepção do cliente, criando ofertas alinhadas e proativas.
    • Orquestração de Jornadas Complexas: gestão inteligente de múltiplos canais – aplicativos, redes sociais, e-mails – garantindo a consistência e entrega adequada em canais preferenciais, reduzindo atritos.
    • Otimização Criativa: auxílio na criação e adaptação de conteúdos específicos para microsegmentos, valorizando a eficácia das campanhas e o engajamento.

    Essas tecnologias mudam o marketing de uma postura reativa para uma abordagem cada vez mais personalizada, preditiva e persuasiva.

    O Papel Ético da Liderança na Gestão da IA em Marketing

    Apesar dos claros benefícios, o êxito da IA no engajamento com clientes depende da liderança que promove governança ética e transparente.

    Dois aspectos cruciais demandam atenção:

    • Governança de Dados: assegurar uso ético e seguro dos dados para enriquecer a experiência dos clientes, protegendo a privacidade e preservando a credibilidade da marca.
    • Governança de Conteúdo: garantir que a automação não gere conteúdos mecânicos, mantendo a voz, valores e propósito da marca para preservar o toque humano no relacionamento.

    O líder de marketing assume o papel de curador tecnológico, equilibrando estratégia, empatia e gestão para que a IA sirva aos clientes, garantindo a confiança essencial para o sucesso.

    Parceria Humano-Máquina como Futuro do Marketing

    Ao automatizar tarefas repetitivas e analíticas, a IA libera os profissionais de marketing para focar em aspectos insubstituíveis como criatividade, estratégia e insights comportamentais.

    Essa sinergia potencializa o desenvolvimento de ações que promovem vínculos sólidos entre consumidores e marcas, fortalecendo o engajamento e a fidelização.

    Assim, a tecnologia é o instrumento que expande a eficiência, enquanto a conexão verdadeira depende da inteligência e sensibilidade humana. Incorporar a IA de forma ética é o caminho para manter competitividade e construir relações duradouras de confiança, compondo o futuro do customer engagement com equilíbrio entre machine learning e sensibilidade humana.

    Fontes e Referências

    • Portal Mundo do Marketing – Insights sobre inteligência artificial no marketing
    • LinkedIn – Perfil profissional do executivo Rogério Bahia
    • Relatórios Braze – Estratégias de orquestração e experimentação em marketing
  • Como a Veste S.A. Otimizou Vendas no WhatsApp com Inteligência Artificial

    Como a Veste S.A. Otimizou Vendas no WhatsApp com Inteligência Artificial

    Veste S.A. fortalece vendas via WhatsApp com agente de IA

    A Veste S.A., conglomerado brasileiro de moda premium, consolidou o WhatsApp como canal relevante para vendas e atendimento ao cliente. A transformação ocorreu com a implementação do Whizz, agente de inteligência artificial da OmniChat, plataforma especializada em soluções chat commerce e parceira oficial do WhatsApp Business.

    A estratégia nasceu da necessidade de escalar o atendimento digital mantendo o cuidado e a identidade das marcas Le Lis, Dudalina, John John, Bo.Bô e Individual, presentes em suas 175 lojas físicas e diversas multimarcas espalhadas pelo país.

    Desafios na coordenação do atendimento digital e padronização

    Antes do Whizz, o WhatsApp era gerenciado separadamente por cada loja, resultando em processos descentralizados, baixa visibilidade dos dados e métricas pouco eficientes. Com um tempo médio de espera acima de cinco minutos, a taxa de conversão das interações digitalizadas despencava de 15% para cerca de 2%.

    Pedro Corrêa, diretor de Tecnologia, CRM e E-commerce da empresa, destacou como principal desafio a criação de um canal rápido e escalável, preservando o alinhamento ao posicionamento exclusivo de cada marca. O agente de IA permitiu organizar e padronizar o atendimento, além de garantir a manutenção do tom de voz das marcas.

    Resultados com automação e integração omnichannel

    O Whizz oferece atendimento 24/7, com suporte para milhares de interações simultâneas. Integrado à plataforma VTEX, conecta o comércio eletrônico e o varejo físico, criando uma jornada unificada e fluida para o consumidor.

    Entre os meses de janeiro e março de 2025, a marca John John recebeu mais de 1.600 interações via WhatsApp, alcançando taxa média de conversão de 26%, índice significativamente superior à fase prévia.

    Nas operações da Dudalina, houve redução de 20% nos atendimentos manuais, enquanto a produtividade da equipe aumentou entre 30% e 40%. Além disso, a satisfação dos clientes melhorou 5% durante o mesmo período.

    Automação inteligente para eficiência operacional

    Os agentes conversacionais do Whizz respondem dúvidas frequentes, enviam notas fiscais automaticamente e atualizam clientes sobre o status de pedidos. Isso liberou os vendedores para focar em atendimentos que exigem maior valor estratégico.

    Outra iniciativa eficaz é a recuperação de carrinhos abandonados via WhatsApp. Na John John, essa estratégia superou o desempenho do e-mail marketing, com aumento de 8% na taxa de abertura e crescimento de 15% na conversão, recuperando receita valiosa no último trimestre de 2024.

    Perspectivas para o varejo digital e expansão futura

    Após um ano operando com o Whizz, a Veste S.A. registrou 40% de crescimento na capacidade de atendimento escalável, elevação de 200% na satisfação dos consumidores e total automação de vendas em marcas-chave.

    Risoneide Silva, gerente de Operações e Relacionamento, reforça que manter o tom e a identidade únicos de cada marca foi crucial para aprimorar a experiência do cliente e alavancar resultados.

    Mauricio Trezub, CEO da OmniChat, destaca que o exemplo da Veste S.A. evidencia o valor da inteligência artificial aplicada de forma estratégica, combinando dados, automação responsável e comunicação humanizada para o futuro do varejo digital.

    Fontes e Referências

  • Como a captação de R$ 8 bilhões pelos Correios pode transformar a logística brasileira

    Como a captação de R$ 8 bilhões pelos Correios pode transformar a logística brasileira

    Correios buscam R$ 8 bilhões para avançar no plano de reestruturação

    Os Correios estão em fase de levantamento de aproximadamente R$ 8 bilhões adicionais para dar continuidade ao seu processo de reestruturação. A iniciativa visa evitar pressão financeira nos meses seguintes e pode envolver a contratação de um novo empréstimo ou aporte direto da União. Essa movimentação ocorre logo após a estatal ter fechado um financiamento de R$ 12 bilhões com um consórcio formado por grandes bancos brasileiros.

    O contrato do último financiamento prevê prazo de 15 anos, com carência de três anos, e juros de 115% do CDI, abaixo do teto adotado pelo Tesouro Nacional para operações garantidas pela União. Segundo o plano, o aporte total necessário para reestruturação pode chegar a R$ 20 bilhões, com metas claras de redução do déficit operacional, equilíbrio financeiro em 2026 e retorno à lucratividade em 2027.

    Medidas para garantir a sustentabilidade operacional

    Além da captação financeira, os Correios estão implementando mudanças operacionais para conter custos. Uma das ações previstas é o Programa de Demissão Voluntária (PDV), com expectativa de adesão de até 15 mil empregados entre 2026 e 2027. Essa iniciativa está alinhada à necessidade de readequação da força de trabalho para melhorar a eficiência.

    Outro desafio importante para a estatal é o serviço postal universal, que exige atendimento em todo o território nacional e gerou um custo estimado de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre de 2025, contribuindo para o déficit financeiro. Nesse contexto, a companhia busca equilibrar as obrigações legais com a sustentabilidade econômica do negócio.

    Estratégias de longo prazo e o impacto para o e-commerce e logística no Brasil

    O debate interno dos Correios inclui também alternativas estruturais para reduzir a dependência de financiamentos e aportes governamentais recorrentes. Entre as soluções discutidas, estão a venda de ativos, ajustes na rede logística e a implementação de iniciativas para ampliar as receitas, visando um redesenho do modelo de negócios da empresa.

    Para o setor de e-commerce e a logística brasileira, essas mudanças representam potencial para maior eficiência na entrega e serviços aprimorados. A ampliação de pontos de coleta e a reorganização da operação atendem a uma demanda crescente do comércio digital, que exige soluções rápidas e confiáveis.

    Enquanto a reestruturação avança, o mercado acompanha atentamente essas medidas, que terão impacto direto na experiência do consumidor e na competitividade do varejo digital nacional.

    Fontes e Referências

  • Chat Commerce e IA: Transformando o Pós-Vendas no Varejo Digital em 2026

    Chat Commerce e IA: Transformando o Pós-Vendas no Varejo Digital em 2026

    Chat Commerce e IA Impulsionam o Pós-Vendas no Varejo Brasileiro

    O início do ano representa um período desafiador para o setor varejista nacional, especialmente após um fim de ano intenso, marcado por grandes eventos como a Black Friday e o Natal. Janeiro exige que as empresas lidem com um volume significativo de demandas no pós-vendas, incluindo trocas, devoluções, dúvidas sobre entregas e garantias, que concentram a maior parte das interações dos consumidores.

    Esse cenário pressiona os canais tradicionais de atendimento e pode impactar diretamente a experiência do cliente. Para superar essas barreiras, o uso de chat commerce apoiado por inteligência artificial tem se destacado como uma estratégia eficaz para manter a qualidade no pós-vendas ao mesmo tempo que aumenta a eficiência operacional.

    Estratégias para Sucesso no Pós-Vendas com Chat Commerce

    De acordo com dados da OmniChat, plataforma especializada em comunicação conversacional, empresas que utilizam o WhatsApp como ferramenta estruturada no pós-vendas apresentam menos atritos e conseguem acelerar a resolução de problemas, convertendo o suporte em oportunidades para relacionamento e recompra.

    Uma análise do CEO da OmniChat destaca que tratar janeiro como período ativo da jornada do cliente, e não como desaceleração, é essencial para a retenção e fidelização. O pós-vendas é um momento crítico, pois pode influenciar fortemente indicadores importantes como recompra, NPS e percepção da marca.

    Automação e Personalização em Evidência

    • Automação de dúvidas recorrentes e processos de troca: Questões frequentes sobre prazos de entrega, política de trocas, status de pedidos e garantias são tratadas com fluxos automatizados, reduzindo a sobrecarga dos atendentes humanos.
    • Personalização nas interações: Uso de dados históricos e perfis para oferecer respostas mais contextualizadas, aumentando a percepção de cuidado mesmo em processos delicados, como devoluções.

    Integração e Fidelização

    • Jornadas conversacionais integradas ao e-commerce: A conexão direta entre WhatsApp e sistemas de pedidos permite resolver demandas sem redirecionamentos, diminuindo atritos.
    • Uso do pós-vendas para fidelização: Comunicação proativa e transparente transforma possíveis experiências negativas em oportunidades para fortalecer o relacionamento e fomentar novas compras.

    O Papel da IA no Aperfeiçoamento do Pós-Vendas

    Com a crescente complexidade das interações digitais, a inteligência artificial é fundamental para escalar operações no pós-vendas. Ferramentas que facilitam a criação de agentes conversacionais, alinhados ao tom de voz e objetivos da empresa, ajudam a automatizar processos e mantêm a qualidade do atendimento mesmo sob alta demanda.

    Além disso, a IA permite um equilíbrio entre automação e linguagem humanizada, essencial para atender consumidores cada vez mais exigentes. A adoção dessas tecnologias posiciona as marcas para consolidar a confiança do cliente e preparar o terreno para ciclos de venda futuros ao longo do ano.

    Em resumo, janeiro não é mais apenas um mês de ajustes. Ele representa uma fase estratégica para o varejo digital brasileiro, na qual chat commerce e IA se tornam aliados indispensáveis para manter e ampliar o sucesso comercial.

    Fontes e Referências

  • O Novo Papel das Lideranças de Marketing na Era das Martechs

    O Novo Papel das Lideranças de Marketing na Era das Martechs

    Como as lideranças de Marketing se reinventam com as martechs

    As plataformas de tecnologia para o Marketing, conhecidas como martechs, estão transformando profundamente a rotina das equipes e a forma como as estratégias são conduzidas. Mais do que simplesmente integrar ferramentas digitais, as lideranças precisam adaptar sua visão, assumindo um papel que vai além da adoção tecnológica para fomentar uma visão analítica e estratégica.

    Na atualidade, o avanço acelerado da inteligência artificial (IA) faz com que o volume de dados seja cada vez maior. Porém, a capacidade de discernir as informações que realmente trazem valor e impacto é o diferencial dos bons líderes. A agilidade para ajustar processos e decisões frente a mudanças rápidas também é crucial para equipes que desejam se destacar neste ambiente dinâmico.

    Transformação do Marketing por meio da inteligência e integração

    Não basta acumular grandes bases de dados; o segredo está em formular as perguntas certas que guiem insights estratégicos para o negócio. Muitas martechs que surgiram recentemente já enfrentaram dificuldade para se manter relevantes diante da velocidade da transformação digital, evidenciando a necessidade de um olhar crítico e contextualizado na utilização dessas ferramentas.

    Soluções como automação, CRM, plataformas de dados do cliente (CDP), análise avançada e IA generativa ampliam o alcance das campanhas e possibilitam jornadas altamente personalizadas. Contudo, sem a interpretação humana e o alinhamento estratégico, essas tecnologias correm o risco de se limitar a gerar métricas sem significado.

    Por isso, o papel das lideranças se destaca ao organizar o excesso de dados, facilitando o uso da tecnologia com propósito e clareza. Elas atuam como tradutoras complexas das soluções digitais, promovendo conexão entre inteligência, criatividade e dados, o que resulta em um fluxo integrado de valor para as organizações.

    Impacto das martechs e inteligência artificial no Marketing moderno

    De acordo com o estudo “State of Martech” realizado por Scott Brinker e Frans Riemersma, 87,5% dos profissionais de Marketing utilizam assistentes autônomos, incluindo ChatGPT, Google Gemini e Microsoft Copilot. Essas ferramentas são aplicadas principalmente para criação de conteúdo, segmentação de público e análise de dados, trazendo maior precisão e rapidez ao processo.

    O número total de soluções martechs ativas ultrapassa 15 mil em 2025, crescimento expressivo que sinaliza uma transformação estrutural no cenário global. O Marketing deixou de ser um mero consumidor de tecnologia para assumir a função de orquestrador de sistemas inteligentes que potenciam os resultados de negócio.

    Novos desafios e oportunidades nas lideranças de Marketing

    O papel do líder na era das martechs transcende a gestão de campanhas, assumindo a responsabilidade de integrar tecnologia, cultura e propósito organizacional. Lideranças eficazes orientam decisões baseadas em dados reais, promovem a colaboração entre áreas, superam silos e ampliam as sinergias entre Marketing, TI e Vendas.

    Esse profissional atua como ponte entre o mundo técnico dos dados e a comunicação da marca, garantindo que cada plataforma contribua tanto para o resultado financeiro quanto para o engajamento das pessoas. Compreender a tecnologia como facilitadora, e não como um fim em si mesma, é o elemento que distingue essas lideranças inspiradoras.

    Portanto, a liderança que conecta estratégia, criatividade e inovação tecnológica transforma os desafios da era digital em oportunidades concretas para escalar negócios e fortalecer marcas com relevância estratégica.

    Autor: Florence Scappini, VP de Marketing do Grupo OLX

    Lideranças de Marketing e martechs

  • Como Amazon e Walmart Divergem na Adoção de IA no E-commerce em 2026

    Como Amazon e Walmart Divergem na Adoção de IA no E-commerce em 2026

    Caminhos distintos de Amazon e Walmart na inteligência artificial

    O avanço da inteligência artificial (IA) tem transformado significativamente a experiência de compra no comércio eletrônico. Grandes varejistas globais vêm adotando estratégias diferentes para integrar assistentes virtuais e agentes de IA em suas plataformas, o que impacta diretamente a jornada do consumidor. No Brasil, refletir sobre esses movimentos contribui para entender tendências e preparar-se para o futuro do varejo digital.

    Enquanto a Amazon opta por concentrar a experiência de compra dentro do seu ambiente proprietário, fortalecendo a fidelização e o controle de dados, o Walmart se posiciona adotando uma presença ampla em assistentes externos, buscando ampliar sua visibilidade e acessibilidade. Essas estratégias contrastantes ilustram os desafios e oportunidades na implementação da IA no setor.

    Walmart aposta na distribuição ampla e integração com assistentes externos

    O Walmart desenvolve uma abordagem focada em ampliar seus pontos de contato com o consumidor usando agentes de IA. Dentro do próprio aplicativo, conta com o Sparky, assistente inteligente que ajuda clientes a comparar produtos e entender avaliações.

    Além disso, firmou parceria com a Google para utilização do Gemini, uma IA que integra o portfólio Walmart diretamente em conversas mediadas por inteligência artificial. Essa iniciativa permite que o cliente finalize compras fora do app, ampliando a presença da marca em múltiplos canais.

    Essa estratégia visa capturar maior volume ao tornar o varejista acessível em diferentes plataformas de IA. Contudo, há o risco de que o papel do Walmart se torne apenas um backend para a inteligência artificial, reduzindo sua influência direta na experiência final do consumidor.

    Amazon mantém controle total da jornada do consumidor com IA interna

    Ao contrário, a Amazon concentra sua tecnologia dentro do seu próprio ecossistema por meio do Rufus, assistente de IA que guia o consumidor durante a navegação no site e no aplicativo. Essa ferramenta já demonstra resultados, com usuários apresentando 60% mais chance de concluir compras.

    Com potencial para gerar mais de US$ 10 bilhões em vendas anuais, o Rufus fortalece dados estratégicos da empresa, como o comportamento de busca, a fidelidade ao programa Prime e sua mídia própria. A Amazon aposta no engajamento do cliente com um assistente exclusivo, mesmo com o cenário de múltiplas opções de IA disponíveis no mercado.

    Desafios e perspectivas para outros varejistas

    Para grande parte dos varejistas, desenvolver soluções próprias de IA no porte da Amazon ou Walmart é inviável. Em geral, adotam uma postura intermediária, tratando os agentes de IA como uma camada adicional de distribuição, assim como ocorreu com buscadores e marketplaces.

    Segundo análise do eMarketer, o foco para esses players está em garantir dados padronizados, logística eficiente e APIs abertas para facilitar integração com assistentes. Dessa forma, conseguem maior exposição nas recomendações feitas por ferramentas de IA, independentemente do sistema utilizado pelo consumidor.

    Essa abordagem, entretanto, diminui o espaço para construção narrativa da marca, já que as decisões automatizadas priorizam critérios objetivos, como preço e prazo de entrega. Para manter diferenciação, é crucial investir em atributos exclusivos, programas de fidelização e expertise especializada que a IA não substitui facilmente.

    Impactos no mercado brasileiro e tendências futuras

    No Brasil, é evidente a aceleração da implementação da IA no setor de e-commerce, refletindo tendências globais. As empresas que melhor se adaptarem a essa transformação digital, adotando estratégias que equilibram automação e construção de marca, estarão mais bem posicionadas para crescer e inovar.

    Assim, acompanhar as movimentações da Amazon e Walmart oferece insights valiosos para varejistas brasileiros, que precisam encontrar seu caminho entre o controle total da experiência e a ampliação dos canais via agentes externos.

    Fontes e Referências

  • Amazon Registra Menor Entrada de Novos Vendedores em 10 Anos: Análise 2026

    Amazon Registra Menor Entrada de Novos Vendedores em 10 Anos: Análise 2026

    Queda no Número de Novos Vendedores na Amazon em 2025

    Em 2025, a Amazon experimentou uma significativa redução no ingresso de novos vendedores, registrando 165 mil cadastros, segundo dados do relatório Marketplace Pulse 2025 Year in Review. Esse volume representa a menor entrada anual desde 2015, ano em que a plataforma começou a monitorar essa métrica. A diminuição de 44% em comparação a 2024 evidencia uma transformação relevante no modelo de negócios da Amazon, que deixou de atuar como porta de entrada para pequenos empreendedores, dando preferência a operações com maior estrutura e capital.

    Esse fenômeno ocorre em meio a um cenário conhecido como “Grande Compressão”, caracterizado pela elevação das tarifas, aumento da dependência da publicidade paga, avanço da inteligência artificial no marketplace e a elevação das taxas cobradas pela plataforma. Esses fatores combinados elevam as exigências para quem deseja se tornar vendedor e pressionam as margens de lucro.

    Concentração de Receita e Crescimento dos Sellers Consolidados

    A despeito da redução no número de vendedores, a Amazon viu um crescimento no volume de vendas realizado por sua base ativa. Em 2025, o gross merchandise volume atingiu aproximadamente US$ 575 bilhões globalmente, sendo US$ 305 bilhões apenas nos Estados Unidos.

    Além disso, o tráfego médio por vendedor aumentou 31% desde 2021, destacando uma concentração de receita entre a parcela mais consolidada dos vendedores. Mais de 100 mil lojistas faturam acima de US$ 1 milhão por ano, número que já era próximo de 60 mil há quatro anos. Empresas com faturamento superior a US$ 100 milhões saltaram de 50 para 235, reforçando a necessidade de estrutura e experiência para prosperar na plataforma.

    Transformações no Perfil dos Novos Vendedores

    O perfil dos novos vendedores também tem passado por mudanças significativas. A participação dos vendedores chineses caiu levemente, representando 59,9% dos novos cadastros em 2025, contra 62,3% em 2024. Já os vendedores norte-americanos compuseram apenas 16,3% das novas entradas, mantendo a trajetória de queda que vem de anos anteriores, quando ultrapassavam 70%.

    Essa mudança sinaliza que a Amazon está se tornando uma infraestrutura para negócios mais estruturados, afastando pequenos vendedores e limitando oportunidades para quem considera o marketplace como fonte de renda acessória. O ambiente atual demanda maior investimento e estratégia para manter competitividade.

    Impactos para o Mercado Brasileiro e Perspectivas

    No contexto brasileiro, essas mudanças na Amazon repercutem diretamente no perfil dos vendedores que utilizam a plataforma. O aumento das exigências para entrar e permanecer no marketplace pode incentivar a profissionalização dos empreendedores locais e a busca por estratégias mais robustas, como o investimento em tecnologia, logística e marketing digital.

    Para empresas que ainda veem a Amazon como uma oportunidade de venda, o cenário exige adaptação rápida às novas dinâmicas do comércio eletrônico global. O aproveitamento das tendências em inteligência artificial, análise de dados e automação será fundamental para conquistar e manter espaço no ambiente cada vez mais competitivo.

    Por fim, acompanhar relatórios e indicadores do setor é essencial para entender as movimentações do marketplace e posicionar negócios com visão estratégica, focando na inovação e na eficiência operacional.

    Fontes e Referências

  • Aramis reforça expansão com novo dono majoritário: perspectivas para 2026

    Aramis reforça expansão com novo dono majoritário: perspectivas para 2026

    Aramis reformula quadro societário e impulsiona crescimento estratégico

    O início de 2026 marca uma etapa relevante para a Aramis Inc., que aposta em uma nova configuração acionária para fortalecer seus planos de expansão no mercado brasileiro. Essa mudança acompanha resultados positivos recentes e reforça o compromisso da empresa com um crescimento sustentável e inovador.

    Com o encerramento do último ano com avanços expressivos, a Aramis completou a reestruturação de seu quadro de sócios. Destaca-se a saída da 2bCapital, uma gestora vinculada ao Bradesco, que investia na companhia desde 2013, além do fundador Henri Stad. Como consequência, Richard Stad, atual CEO, ampliou sua participação acionária para 35%, assumindo assim o controle majoritário do grupo.

    Novos sócios e estratégias para acelerar o faturamento

    Além do reforço do CEO, o processo trouxe a entrada de dois fundos importantes: Concept Investimentos, liderado por Rafael Gonçalez, e Fener Capital, sob comando de Leonardo Deeke. Cada um desses investidores passou a deter 32,5% das ações, proporcionando à Aramis maior capital e respaldo estratégico.

    Com essa nova composição, a empresa projeta superar a marca de R$ 1 bilhão em faturamento durante 2026. Esse crescimento deve ser guiado pelo fortalecimento das linhas Urban, Next e Calçados, a expansão do comércio físico e a consolidação de operações que integram produtos e canais diversos.

    Visão de longo prazo e consolidação no segmento lifestyle masculino

    A mudança na estrutura acionária também visa respaldar a estratégia de “House of Brands”, que orienta a atuação do grupo. A Aramis busca firmar-se como plataforma multimarcas líder no mercado de lifestyle masculino, interligando suas diversas verticais com foco na inovação e experiência do consumidor.

    Os planos incluem ainda o crescimento inorgânico, com previsão de ampliar o portfólio para seis a oito marcas até 2030. Apesar dessa meta, a prioridade para este ano está na expansão das divisões recém-criadas, com aquisições previstas para os próximos anos, a partir de 2027.

    Outra possibilidade aberta é a abertura de capital, desde que as condições do mercado se mostrem favoráveis, estratégia que pode dar mais robustez e visibilidade à companhia.

    O impacto para o mercado brasileiro de e-commerce

    Essa movimentação no setor demonstra a importância das estratégias bem estruturadas de financiamento e governança para empresas que atuam na economia digital no Brasil. A Aramis, ao focar no lifestyle masculino e diversificar seus ativos, sinaliza uma tendência de consolidação em nichos específicos, combinando inovação tecnológica e experiências personalizadas.

    Para o mercado de e-commerce, a operação mostra como o investimento em dados, tecnologia e gestão profissionalizada pode ser decisivo para escalar operações em segmentos competitivos e em constante transformação.

    Fontes e Referências

  • Como o Plano Climático do eBay Impacta o E-commerce Sustentável no Brasil

    Como o Plano Climático do eBay Impacta o E-commerce Sustentável no Brasil

    eBay traça metas ambiciosas para sustentabilidade até 2045

    O eBay anunciou recentemente seu primeiro plano climático focado na redução significativa das emissões de carbono, com o objetivo final de atingir a neutralidade até 2045. Esta iniciativa reforça o compromisso crescente das grandes plataformas digitais em adotar práticas sustentáveis para equilibrar o crescimento do comércio eletrônico com a responsabilidade ambiental.

    O projeto foi endossado pela Science Based Targets initiative, uma organização internacional que valida metas ambientais alinhadas às evidências científicas. Entre as conquistas já registradas pelo marketplace, está o uso exclusivo de energia renovável em todas as suas instalações desde 2024 — uma meta atingida antes do prazo estipulado.

    Redução de emissões e compromissos para 2030

    De acordo com a liderança da área de sustentabilidade do eBay, a plataforma alcançou uma redução de 92% nas emissões relacionadas às suas operações internas desde 2019. Em relação à cadeia de transporte, houve uma diminuição de 21% nas emissões, com a meta de ampliar essa redução para 27,5% até 2030.

    Além de focar no uso intensificado de energia renovável, o eBay pretende apostar em soluções logísticas com menor impacto ambiental, priorizando o transporte rodoviário sobre o aéreo sempre que viável. Outra frente da estratégia envolve estimular a revenda e a reutilização de produtos pelos usuários, contribuindo para a diminuição do desperdício e da emissão de gases poluentes ao longo do ciclo de vida das mercadorias.

    Desafios ambientais e o papel da cadeia de valor

    Uma das principais dificuldades mencionadas pela liderança do eBay está nas emissões do Escopo 3, que englobam toda a cadeia de valor, representando a maior parcela do impacto ambiental da empresa. O transporte marítimo responde por 84% das emissões desse grupo, o que exige esforços coordenados e parcerias estratégicas para minimizar tais efeitos.

    O trabalho conjunto com operadores logísticos locais que promovem coleta eficiente e substituição de modais poluentes reforça a responsabilidade do eBay em transformar o setor. Este movimento ocorre em paralelo a outros importantes anúncios de grandes players do mercado, como Amazon e Alibaba, que estabeleceram metas similares para aumentar a sustentabilidade em suas operações globais.

    Perspectivas para o e-commerce brasileiro

    Esse compromisso do eBay com a neutralidade de carbono oferece insights relevantes também para o mercado brasileiro, que acompanha de perto as tendências globais e adapta estratégias para seu ecossistema local. A adoção de práticas sustentáveis no comércio digital deve ser vista como fator diferencial competitivo e também como resposta à crescente demanda de consumidores por marcas ambientalmente responsáveis.

    Portanto, incentivar o uso de energia renovável, logística verde e economia circular, como exemplificado pelo eBay, pode fortalecer o posicionamento de empresas brasileiras no setor e impulsionar a inovação alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

    Fontes e Referências

    • Portal E-Commerce Brasil: https://www.ecommercebrasil.com.br
    • Science Based Targets initiative (SBTi): https://sciencebasedtargets.org/
    • Relatório de sustentabilidade do eBay 2026
  • Da automação à hiperpersonalização: como a IA transforma o marketing em 2025

    Da automação à hiperpersonalização: como a IA transforma o marketing em 2025

    Da automação à hiperpersonalização: como a IA transforma o marketing em 2025

    Com o avanço da Inteligência Artificial (IA), o marketing tem passado por mudanças significativas que vão muito além do fascínio inicial pela tecnologia. Hoje, essa inovação é um instrumento essencial para fortalecer as estratégias empresariais, oferecendo vantagens competitivas que não podem ser ignoradas. Empresas que optam por integrar a IA aos seus processos estão na dianteira de um mercado cada vez mais dinâmico.

    Embora a tecnologia tenha um papel decisivo, para o consumidor o que importa mesmo é a experiência: encontrar o produto ideal, pagar um preço justo, escolher o canal de compra preferido e receber um atendimento de qualidade. A IA surge como uma ferramenta capaz de viabilizar esse serviço personalizado de maneira eficiente e escalável.

    O papel da IA na otimização do marketing

    Em 2024, dados da pesquisa “CMO Spend Survey” da Gartner indicam uma redução nos orçamentos de marketing, caindo de 9,1% para 7,7% da receita corporativa. Apesar disso, mais de um terço dos diretores reconhecem a IA como um motor importante para aumentar a produtividade e a eficiência, ao permitir “fazer mais com menos”.

    As soluções baseadas em IA incluem desde a análise avançada de dados até a geração automática de conteúdos em diversas mídias, como textos, imagens e vídeos. Isso potencializa não apenas a rapidez, mas também a personalização nas interações, promovendo um relacionamento mais próximo entre marcas e clientes, sem a necessidade de altos investimentos.

    Hiperpersonalização e atendimento com inteligência artificial

    Com IA, as estratégias de CRM podem evoluir para oferecer recomendações instantâneas e ofertas dinâmicas dentro de jornadas individualizadas, criando experiências únicas para cada consumidor. No atendimento, os sistemas inteligentes agilizam respostas, elevam a qualidade do diálogo e mantêm a empatia, mesmo em grande escala, garantindo a continuidade do vínculo emocional e a fidelização do cliente.

    Além disso, a IA torna o Marketing Mix Modeling (MMM) uma metodologia mais assertiva e preditiva, facilitando que as companhias gerenciem melhor seus investimentos e priorizem os canais que trazem maior retorno, otimizando resultados e recursos.

    Aspectos cruciais para investir em IA no marketing

    • Dados confiáveis: contar com informações próprias, organizadas e prontas para análise.
    • Definição clara de objetivos: identificar que problema a IA pode resolver de fato.
    • Cultura organizacional: ambiente receptivo a mudanças e experimentações.
    • Gestão dedicada: designar responsáveis para acompanhar e atualizar modelos e processos.
    • Medição efetiva: focar em métricas que evidenciem impacto real no cliente, como aumento de vendas e engajamento, não apenas eficiência interna.

    O desafio do conhecimento e a jornada AI first

    Muitas organizações iniciam seus projetos de IA com um olhar experimental, promovendo encontros regulares com especialistas de diversos setores para trocar experiências e insights. Esse processo de aprendizagem contínua é fundamental para que colaboradores reflitam sobre as possibilidades de aplicação da IA em suas rotinas, ampliando o potencial de inovação.

    Adotar uma postura “AI first” exige resiliência e adaptação, implementando a inteligência artificial desde o início das atividades para maximizar seus benefícios. Contudo, é importante evitar o uso exagerado da tecnologia, focando sempre no que trará valor real ao cliente.

    Investir em IA para marketing não é uma moda passageira, mas uma transição necessária para manter relevância e competitividade no mercado. A combinação entre automação, análise precisa e personalização possibilita que as marcas criem experiências cada vez mais alinhadas aos desejos dos consumidores brasileiros.

    Fontes e Referências