Experiência: Muito Além da Aparência
Por muito tempo, estratégias de marketing e varejo focaram principalmente em produto, preço e distribuição. Depois, a atenção migrou para a marca, seu posicionamento e comunicação. Atualmente, o cenário evoluiu para um estágio mais complexo: o verdadeiro valor está nas vivências proporcionadas pela marca, não apenas no que é vendido.
Essa transformação está no coração da chamada Experience Economy. Num contexto onde quase tudo pode ser replicado rapidamente e a preços competitivos, o diferencial deixa de ser o produto em si para ser a experiência que envolve o consumidor. Aqueles que consomem desejam mais que a simples compra; querem sentir, participar e criar memórias.
Experiência Como Estrutura de Valor
Muitas vezes, experiência é equivocadamente tratada como um elemento puramente estético — um design atraente ou uma loja com apelo visual para redes sociais. Porém, na economia da experiência, ela significa uma estratégia robusta e integrada. Envolve a organização dos pontos de contato, cultura corporativa, atendimento positivo, narrativas coerentes e decisões alinhadas com essa visão.
Um caso emblemático é o das lojas físicas da Apple, que funcionam além da mera venda de produtos. Elas criam ambientes para aprendizado tecnológico, interação direta com especialistas e resolução de problemas. Assim, o produto fica em segundo plano, enquanto a vivência torna-se o foco central, fortalecendo a conexão emocional e a fidelização.
Marketing Alinhado com a Experiência Real
Na Experience Economy, o marketing não se limita à criação de mensagens impactantes, mas à construção de momentos memoráveis. A comunicação precisa refletir exatamente o que o cliente vivencia, seja na loja, aplicativo ou pós-venda. A falta dessa coerência pode transformar o marketing em ruído, enquanto a experiência verdadeira prevalece.
Esse alinhamento demanda que áreas como marketing, produto, tecnologia e operações atuem de forma integrada, sem silos. A experiência do consumidor torna-se uma responsabilidade de toda a organização, não apenas do time de UX.
Varejo: Mais que um Ponto de Venda
Para o varejo, a Experience Economy representa uma necessidade para se manter competitivo. Se as lojas físicas apostarem apenas em preço ou conveniência, perderão frente ao e-commerce, que oferece rapidez e praticidade. Assim, o espaço físico vira palco de interações, emoção, pertencimento e aprendizagem.
Empresas que entendem essa transformação criam ambientes que atraem o consumidor para além da compra, estimulando a permanência e retorno mesmo quando não há intenção imediata de consumo.
Valor Emocional e Relacional é O Novo Diferencial
A Experience Economy demonstra que o valor oferecido pela marca ultrapassa funcionalidades básicas e assume dimensões emocionais, simbólicas e relacionais. Hoje, o mínimo esperado é oferecer uma boa experiência.
O verdadeiro desafio é responder se, caso a marca desaparecesse, o público sentiria falta das experiências vividas ou apenas dos produtos adquiridos.
Fontes e Referências
- Declarações da vice-presidente de marketing da Bold Hospitality Company, especialista renomada em estratégias de experiência.
- Relatórios e guias da Braze sobre experiência e retenção, disponíveis em Braze Inspiration Guide.









